DIPLOMA DIGITAL: QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS QUE ELE TRAZ?

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Unindo a tecnologia e a legislação educacional, o MEC lançou em 2018 um programa para emissão de diplomas em formato digital, que não só combaterá a falsificação como também torna a emissão deste documento mais prática e rápida.
Mediante o uso da certificação digital, já é possível reduzir a burocracia, como a autenticação de documentos, e principalmente ganhar tempo na produção do diploma. Segundo o MEC, a emissão do documento que levava até 90 dias agora, levará no máximo 15 dias. Mas quais são os benefícios que o Diploma Digital traz?

ENTENDA A PORTARIA 554/2019 DO MEC

Em primeiro lugar, a portaria 554/2019 do MEC do MEC regulamenta a expedição e o registro de diplomas em meios virtuais e oferece o detalhamento de como deve ser utilizada as disposições de segurança, privacidade e sigilo de dados no Diploma Digital. A portaria faz com que as instituições tenham maior controle das informações, maior segurança e rapidez nos processos acadêmicos. E não é só isso, ela permitirá que todos os documentos acadêmicos sejam disponibilizados em versão digitalizada, contribuindo assim com a praticidade e agilidade dos trâmites educacionais.  O prazo ficou para março de 2021, 24 meses após março de 2019, data da publicação da portaria. Importante mencionar que a portaria abrange apenas a graduação, pelo menos por enquanto.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DO DIPLOMA DIGITAL

Ao contrário do que acontece com o diploma impresso, o aluno não precisará estar fisicamente junto a faculdade nem para assinar e nem para receber o diploma. A instituição por sua vez, não irá arcar com os custos de impressão, nem com os trâmites do departamento responsável, promovendo um ganho financeiro significativo.
Já falamos nos parágrafos acima sobre a questão da segurança que os diplomas digitais oferecem. Vale a pena reforçar que essa evolução só é possível graças ao certificado digital e ao carimbo do tempo, recursos criptográficos que atestam a autenticidade, integridade e o não-repúdio do documento, neste caso, do diploma.
Devido a digitalização dos documentos o acesso ficou facilitado. E por fim, do lado da instituição, essa digitalização traz uma maior rastreabilidade, fazendo com que haja muito menos requisições e filas nas secretarias.

NOVIDADES DA NOTA TÉCNICA

De acordo com a nota técnica, o diploma digital será composto por dois arquivos XML (Extensible Markup Language). Um contendo informações do diplomado (dados públicos) e outro contendo as documentações acadêmicas obrigatórias (dados privados). A IES deve disponibilizar ainda um mecanismo que possibilite a geração de imagem a partir desses arquivos XML, o que chamamos de RVDD (Representação visual do diploma digital). Nela, o diploma digital deverá conter um código de validação e um QR Code. O diploma ainda será disponibilizado através de uma URL, que é a mesma apontada pelo QR Code mencionado anteriormente. Para acessá-la, basta utilizar seu smartphone, tablet ou computador. A regulamentação da segunda URL para acesso do MEC aos dados institucionais, ficou para um segundo momento.

EVOLUÇÃO E GANHO

O diploma no Brasil enfim entrou no século XXI. Os alunos das universidades já nasceram na era da internet. Não cabe mais mantermos um sistema burocrático e defasado. O avanço da tecnologia já nos permite ter acesso a várias coisas na palma da mão. Com o principal documento do ensino já não poderia ser diferente. As IES não poderão oferecer um serviço mais econômico, melhor e em conformidade com os desejos da sociedade moderna. Em suma, vimos que essa mudança permite a redução de custos, a padronização de processos, a centralização de informações, oferecendo assim, ganhos na produtividade e agilidade no processo. Ganha a sociedade e ganham as instituições.

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